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Produção de Tupi deve atingir pico
em 10 a 15 anos
13/11/2007
Dow Jones Newswires
Roma - O presidente da
Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, antecipou ontem, em Roma, que a produção de
hidrocarbonetos no megacampo de Tupi, na Bacia de Santos, atingirá o pico em 10
a 15 anos. O pico da produção “será muito provavelmente” superior a 200 mil
barris de petróleo equivalente (BOE) por dia, disse Gabrielli, em entrevista nos
intervalos do Congresso Mundial de Energia. Ele ressalvou, porém, que ainda é
muito cedo para estimativas mais precisas.
Na semana
passada, a Petrobrás informou que o volume recuperável de reservas de petróleo e
gás no campo ultraprofundo na Bacia de Santos é de 5 a 8 bilhões de BOE. Isso
faz do Tupi uma das maiores descobertas de petróleo em país que não faz parte da
Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) - em tamanho, as reservas
são comparáveis às do campo Kasaghan, no Casaquistão.
Gabrielli observou
que há sinais de que Tupi produzirá grande quantidade de gás natural, bem como
de petróleo relativamente leve, mais barato para refinar do que aquele que a
Petrobrás extrai de outros campos no fundo do mar.
O presidente da
Petrobrás também disse que está otimista sobre as negociações com a Bolívia para
ampliar os investimentos na produção de gás natural no País. No entanto, ele
disse que a Petrobrás não prevê aumento no volume de gás que o Brasil importa da
Bolívia antes do encerramento do atual contrato, que vale até 2019. “A situação
na Bolívia está melhorando, estamos tendo mais clareza”, afirmou
Gabrielli.
O executivo afirmou ainda que não prevê aumento dos preços dos
combustíveis no Brasil no curto prazo. A Petrobrás, que obtém a maior parte de
sua receita no Brasil, mantém os preços domésticos de combustíveis congelados
desde 2005. Segundo Gabrielli, o congelamento é conseqüência da valorização do
real em relação ao dólar, que amorteceu o efeito da elevação dos preços do
petróleo nos mercados internacionais