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Reflexo de tremores no Brasil são comuns, diz geofísica
14/11/2007
Agencia Estado
Desde 1941, 35 tremores de terra ocorridos na América do Sul
foram sentidos em São Paulo, três deles apenas neste ano,
incluindo o de hoje, de acordo com dados do Instituto de Astronomia,
Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da
Universidade de São Paulo (USP). De acordo com a
geofísica Célia Fernandes, na região da Avenida
Paulista é bastante comum que a população sinta os
efeitos, principalmente nos edifícios mais altos. Ela explica
que não há perigo para a população, pois os
movimentos são de pequena intensidade.
"As ondas sísmicas se propagam como uma pedra no lago", disse.
Embora também esteja localizado sobre a placa sul-americana, os
tremores de mais alta intensidade não costumam atingir o Brasil.
"Nós estamos no centro da placa. É mais comum que os
terremotos ocorram nas bordas das placas. No caso da placa
sul-americana, principalmente na região da Cordilheira dos
Andes, na Argentina, Chile, Peru e Bolívia."
Somente neste ano, dois outros tremores, além do de hoje, foram
sentidos na capital paulista - o último em agosto, reflexo do
forte terremoto de 7.9 graus na escala Richter que atingiu o Peru e
deixou mais de 500 mortes e milhares de peruanos feridos e
desabrigados.
Em 1994, um forte terremoto na Bolívia, de 8.3 graus e 700 km
profundidade, foi sentido até mesmo no Canadá, que fica
sobre a placa norte-americana. "Tudo depende da intensidade,
distância da superfície e do solo da região",
disse. O terremoto de hoje ocorreu a 60 quilômetros da
superfície, no norte do Chile, e teve magnitude preliminar de
7.7 na escala Richter.