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Geólogo vai expor vantagens da radiação em gemas minerais
26/11/2007
A radiação gama-cobalto 60, mais conhecida por
“bombardeamento”, é uma tecnologia que vem ganhando
espaço, cada vez mais, nos mercados gemológico e
joalheiro, por beneficiar e valorizar gemas minerais. Segundo o
gemólogo Maurício Favacho, consultor da Empresa
Brasileira de Radiações (Embrarad), sediada em Minas
Gerais, a técnica acelera o processo natural de
coloração das gemas – que na natureza leva
vários anos para se concretizar.
Nesta semana, Maurício Favacho estará em Belém,
ministrando a palestra “O crescente aumento do uso de gemas
irradiadas por cobalto 60 pelas indústrias de gemas e
jóias nacionais e internacionais”, dentro da
programação da IV Pará Expojóia –
Amazônia Design, a feira de jóias promovida pelo
Pólo Joalheiro do Pará, com patrocínio do Sebrae e
do governo do Estado, no Espaço São José Liberto,
de 28 de novembro a 2 de dezembro.
A palestra, com inscrição gratuita, acontecerá na
sexta-feira (30), a partir de 16h30, dentro do workshop Tecnologia e
Inovação no Setor de Gemas e Jóias, coordenado
pela Secretaria de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Sedect).
Segundo o paraense Maurício Favacho, que também é
mestre em Geologia de Depósitos de Gemas, a
radiação ainda é uma tecnologia pouco conhecida
dos produtores de gemas e jóias do Pará. Mas ele acredita
que é uma técnica capaz de beneficiar a indústria
de gemas e jóias da Amazônia, tanto gemas minerais, como
quartzos, berilos e topázios, como gemas orgânicas,
sementes, ossos de peixe (otólitos) e madeira.
“Grande parte das pedras preciosas não saem do subsolo com
as cores exuberantes observadas nas joalherias. Muitas resultam do
processo ou de técnicas de beneficiamento em gemas naturais,
porém incolores ou levemente coloridas”, explica Favacho.
Exportação - A radiação gama-cobalto 60,
informa o geólogo, vem contribuindo para o aumento das
exportações em bruto e da fabricação de
jóias em série. “Já disponível no
Brasil, a técnica é aceita nacional e internacionalmente,
e faz parte do uso pacífico da energia nuclear na
indústria”, ressalta Maurício Favacho,
acrescentando que a radiação “não somente
melhora as cores das gemas inorgânicas, como também
aumenta a resistência a fungos e bactérias nas chamadas
gemas orgânicas, que compõem as biojóias
amazônicas”.
Ele informa ainda que, em 2006, a indústria de gemas de Minas
Gerais deu um salto nas exportações de aproximadamente
76%, graças ao beneficiamento de gemas por
radiação gama feito pela Embrarad, que tem servido de
âncora para os produtores de gemas da região de
Teófilo Otoni e Governador Valadares – dois grandes
centros produtores de gemas no Brasil.
A radiação, que se aplica a vários tipos de gemas,
tem um resultado considerado excelente nos quartzos, que segundo
Maurício Favacho se valorizam quando bombardeados,
realçando a beleza dos fumês, citrinos, ametistas,
prasiolitas, rosa e do quartzo verde, que após a técnica
ganha o nome de green gold.
A Amazônia, especialmente o Estado do Pará, tem uma
reserva imensa de minerais gemológicos que podem ser
beneficiados com a técnica. Um bom exemplo, destaca ele,
é o quartzo da região de São Geraldo do Araguaia,
no sul do Pará, que já foi testado e está sendo
comercializado.
Além da palestra, na qual fornecerá
informações sobre a técnica de
radiação - como estabilidade da cor e leis sobre
importação e exportação de materiais
irradiados -, Maurício Favacho também trará a
Belém jóias com gemas bombardeadas, que ficarão
expostas durante a IV Pará Expojóia, com
visitação gratuita.
Serviço: Palestra “O crescente aumento do uso de gemas
irradiadas por cobalto-60 pelas indústrias de gemas e
jóias nacionais e internacionais”, com o geólogo e
gemólogo Maurício Favacho. Dia 30 de novembro, às
16h30, no Espaço São José Liberto.
Inscrições gratuitas no site www.pa.gov.br, link IV
Pará Expojóia – Amazônia Design.
Texto: CCS
Agência Pará