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02/03/2008
Registros de jazidas disparam no CE, 962%
O DNPM aponta que a maioria dos pedidos de registros de minas foi para municípios de Tauá, Pedra Branca e Sobral
Fortaleza. Nos últimos anos, o preço dos minerais vem
subindo no mundo todo. Isso tem provocado um maior número de
requerimentos para pesquisa em nível global. As
solicitações de registro de minas no Ceará
têm crescido acima da média nacional. De 2002 a 2007, os
pedidos aumentaram em 962% no Estado, enquanto no Brasil o
acréscimo foi de 408% no mesmo período. Em 2008,
já foram 146 registros no Estado.
Segundo o geólogo do Departamento Nacional de
Produção Mineral (DNPM), Ricardo Sena, a
mineração no Ceará está voltada para
produção de minerais não-metálicos,
destacando-se os segmentos de calcário para cimento, tintas,
óxidos e corretivos de solos; rochas ornamentais e de
revestimento, gipsita, entre outros. Ele destaca que, ultimamente,
há um incremento bastante acentuado nos requerimentos de
pesquisa para minerais metálicos – minério de
ferro, níquel, cobre, ouro e platina.
Conforme o geólogo, as pesquisas duram, em média,
três anos, e apenas de 15% a 20% chegam à fase de lavra.
“Sem dúvida os minerais metálicos têm valor
econômico bem maior. Se confirmadas as pesquisas, poderemos ter
um impacto positivo na economia cearense num futuro
próximo”, projetou ele, sobre o recente aumento dos
requerimentos.
A maioria dos pedidos, de 2005 a 2008, foi para minas situadas nos
municípios de Tauá (196 registros), Pedra Branca (162) e
Sobral (132). De acordo com Sena, em Tauá, há mais
requerimentos para ferro e cobre. Em Pedra Branca, as pesquisas
são para platinóides e níquel e, em Sobral, para
ferro. “Esses municípios apresentam geologia
favorável a esses minerais, necessitando, no entanto, que as
reservas dessas substâncias sejam suficientes para justificarem
um empreendimento de extração e beneficiamento do
minério”, explicou.
Em 2008, até agora, a maior quantidade de registros foi no município de Tianguá (38).
FONTE: DIARIODONORDESTE