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09/01/2009
SONDA FINALIZA MISSÃO DEIXANDO UM NOVO OLHAR SOBRE MARTE
Kenneth Chang
Mês passado, a sonda de reconhecimento marciano Orbiter, da Nasa,
encerrou sua primeira fase de dois anos, e geólogos de Marte se
deleitam em meio a um número generoso de dados.
"Técnica e cientificamente, ela com certeza correspondeu
às nossas expectativas," disse Alfred S. McEwen, geólogo
planetário da Universidade do Arizona e principal investigador
da câmera de alta resolução da sonda.
As imagens revelaram detalhes como texturas onduladas em locais que
antes pareciam suaves regiões empoeiradas, e agora os
pesquisadores podem verificar pequenas crateras, o que os permite
estimar melhor a idade dos terrenos.
Um sensível espectrômetro descobriu rochas feitas de
minerais carbonados, que podem ter sido formados quando o jovem Marte
possuía um ambiente mais amigável: úmido e talvez
quente.
"Isso nos conta algo sobre os primórdios da história de
Marte," disse Scott L. Murchie, do Laboratório John Hopkins de
Física Aplicada e principal pesquisador do espectrômetro.
A maior parte dos carbonatos foi eliminada por águas
ácidas nas épocas seguintes. A sonda vai continuar suas
observações, permitindo posteriormente que um lugar seja
fotografado mais de uma vez para capturar mudanças na paisagem.
Enquanto isso, os dois robôs marcianos, Spirit e Opportunity,
celebram seu quinto aniversário neste mês, superando em
muito sua missão de três meses. O Spirit recentemente
voltou a se movimentar após ficar parado durante o inverno,
enquanto o Opportunity atravessa as planícies em
direção a uma cratera de 22 quilômetros de
diâmetro chamada de Endeavour, uma jornada que pode levar pelo
menos mais dois anos.
Steven W. Squyres, o principal pesquisador dos
robôs-exploradores, disse que a notícia foi um marco
peculiar em sua vida. "É como comemorar seu aniversário
em anos marcianos," disse. "Claro, eu seria mais jovem dessa forma."
(Em anos de Marte, Squyres tem 28.)
Tradução: Amy Traduções
FONTE: The New York Times