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09/01/2009
TRATAMENTO DE TOPÁZIOS AZUIS POR ACELERADOR DE ELÉTRONS JÁ ESTÁ DISPONÍVEL NO BRASIL
Da redação - Realizado anteriormente apenas em
países como China, EUA e Alemanha, o tratamento de
topázios incolores para as variedades sky blue e swiss blue
agora pode ser feito aqui no Brasil. Já está
disponível no Rio de Janeiro, através da empresa
Acelétron, um LINAC - acelerador de elétrons comumente
usado no tratamento da cor destas gemas. Arranjos produtivos de
topázios, como o de Ariquemes (Rondônia), Itaituba
(Pará) e algumas regiões de Minas Gerais e Rio Grande do
Norte, entre outras, poderão se beneficiar com a técnica.
O acelerador tem a capacidade de produzir entre 15,000 a 45,000
quilates de topázio azuis por dia em pedras pré-formadas,
e atua na faixa de 10MeV, fato importante para que não haja
desenvolvimento de radioatividade residual - o que acontece,
geralmente, em aceleradores que atuam na faixa acima de 20MeV. O
material pode, então, passar às mão do cliente
logo após o processamento, sem que haja necessidade de um
período de quarentena.
Segundo a Acelétron, o preço para tratamento de
topázios é de U$600 para cada quilo. Já o custo do
tratamento de quartzos varia de acordo com o material. Por exemplo,
para green gold, oliva e limão o preço é de cerca
de U$10 por quilo e o preço para citrinos, ametistas verdes e
quartzo conhaque é de U$40 por quilo. Para ametistas lavanda e
rose de france, o preço é de U$30 por quilo.
Acredita-se que, com a presença do acelerador de elétrons
em território brasileiro, produtores de gemas de diversas
regiões deixarão de atuar como meros exportadores de
matéria-prima gemológica e passarão a atuar em
toda a extensão de sua cadeia produtiva, ou seja, poderão
enviar seu próprio material para tratamento, lapidá-los e
vendê-los por um melhor preço sem repassar o lucro a
terceiros, como afirma o diretor executivo da Acelétron, Carlos
Souza.
O gemólogo Mauricio Favacho, pesquisador em tratamentos de gemas
e também mestre em geologia econômica, diz que todas as
gemas tratadas com radiação gama podem ser tratadas no
acelerador - como é o caso de quartzos, berilos,
espodumênios (kunzitas), fluoritas, etc, que ganham cores mais
intensas. Gemas de algumas regiões, como o topázio de
Rondônia, devido a fatores físico-químicos do
próprio material, só mostram bons resultados quando
tratadas no acelerador, garante o gemologo.
Favacho afirma ainda que a técnica será de suma
importância para o desenvolvimento da indústria de gemas e
joias da Amazônia. Segundo ele, o potencial gemológico da
região para a aplicação do tratamento por
acelerador de elétrons é vasto e inexplorado, pois
somente no Estado do Pará há cerca de 230
ocorrências de minerais-gemas - entre topázios, berilos e
quartzos - notificadas em seu mapa gemológico, porém, em
sua maioria, incolores ou levemente coloridos.
FONTE: JOIABR