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27/01/2009
CIENTISTAS PROCURAM "ALIENS" EM MARTE
Entre eles está engenheiro brasileiro da Nasa que irá
colaborar com missão bilionária que parte em 2011
atrás de sinais de vida
João Ricardo Gonçalves
Barcelona - Os microorganismos alienígenas que podem habitar
Marte não param de rondar a cabeça dos cientistas da
Nasa. Entre eles, está o engenheiro brasileiro Ramon de Paula,
um dos ‘caçadores de aliens’ do Planeta Vermelho. Na
última semana, especialistas da agência espacial ficaram
em polvorosa com a descoberta de que várias regiões de
Marte são ricas em metano — gás que, na Terra, em
90% das vezes é fabricado por organismos. Os indícios
podem mexer com o planejamento da próxima missão ao
planeta: um verdadeiro laboratório, que chegará ao
destino em 2012.
Ramon, que chefiou a missão da Nasa que enviou a sonda Phoenix a
Marte, contou a O DIA que a descoberta do metano pode realmente alterar
o planejamento das próximas pesquisas.
Em 2011, será enviada ao território marciano a
missão mais ambiciosa até hoje, o Mars Science Laboratory
(MSL). Para se ter uma idéia, a sonda enviada ano passado
custou, ao todo, 500 milhões de dólares. Mesmo em tempos
de crise, o já confirmado MSL, do tamanho de um carro de golfe,
custará 2 bilhões.
“O MSL poderá dar mais pistas sobre a origem do metano.
Inicialmente ele não iria para a região onde o gás
foi encontrado, mas quem sabe faz sentido enviá-lo para
lá?”, afirma o brasileiro, que vai colaborar com a
próxima missão, mas não chefiá-la.
Segundo os cientistas, o metano percebido em Marte foi detectado por
telescópios no Havaí, que decifram a
composição química de substâncias
através da luz que elas emitem. Aqui, o gás pode ser
emitido na digestão de nutrientes, ou simplesmente em outros
processos, como a oxidação de ferro. A Nasa não
descarta, por exemplo, que microorganismos no solo marciano estejam
emitindo o metano.
O planeta está vivo
“Neste momento, não temos informação
suficiente para dizer que biologia ou geologia — ou as duas
— está produzindo metano em Marte. Mas a existência
do gás nos diz que o planeta está vivo, pelo menos num
sentido geológico”, disse ao site da agência Michael
Mumma, do Centro Aerospacial Goddard, da Nasa.
Depois de 5 meses, a Phoenix parou de se comunicar com a Terra em
novembro. Com braço mecânico, conseguiu, após
escavar a terra, mostrar a presença de gelo em Marte. Com
tecnologia muito mais avançada, a Nasa quer, agora, com o MSL,
determinar de vez se há ou houve vida no planeta, e até
verificar se há chances de exploração humana.
É ver para crer.
FONTE: ODIAONLINE