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Formação
prejudicada - Curso de geologia da UFRN deixa de ter aulas
práticas por causa de acidente que matou estudante
24 de março de 2010
A morte do estudante Vínicius Santana da Silva, 18 anos,
atingido na cabeça por uma pedra enquanto participava de uma
aula de campo no Pico do Cabugi, no município de Lajes, em 2006,
causou insegurança nos professores de geologia da UFRN, que
decidiram suspender todas as atividades práticas realizadas nos
cursos de graduação e pós-graduação.
Os professores alegam que só voltarão a realizar
atividades fora dos limites da instituição após a
universidade definir a abrangência da responsabilidade deles em
casos de acidente envolvendo alunos e reavaliar o protocolo de
segurança, criado após a morte do estudante. De acordo
com alunos do curso, a decisão prejudica o andamento de cinco
disciplinas da grade curricular essencialmente práticas, como
geologia de campo, que vai do nível 1 até o 5. As
discussões em torno da segurança de alunos fora dos
limites da universidade vieram à tona depois que o professor de
Geologia UFRN Vanildo Pereira da Fonseca foi apontado pelo
Ministério Público Federal como responsável pela
morte do estudante Vinícius Santana da Silva. Vanildo
está sendo julgado pela Justiça Federal.
Uma universitária, que pediu para não ser identificada,
estava com o estudante quando uma pedra desceu o pico e o atingiu na
cabeça. Embora as lembranças da morte do colega ainda
estejam presentes em sua mente, ela se diz preocupada com a
suspensão das aulas práticas. "Não existe curso de
geologia sem aula de campo", resume. Para a estudante Regina Azevedo,
22 anos, que cursa o 7º período, o risco de acidentes
é inerente ao curso. "Mas quando os alunos seguem as
orientações do professor, os riscos são menores",
justifica.
Segundo Vinicius Carbone, 20 anos, que também cursa o 7º
período, "todos os alunos estão cientes do risco que
estão correndo". Naiarana Ribeiro Santos, 22 anos, também
cursa geologia. Após o acidente, ela passou a receber uma
série de e-mails de alunos de outras universidades questionando
as providências da UFRN em relação ao caso e
perguntando quando as aulas práticas seriam retomadas. "Acho que
se os alunos tivessem seguido as orientações do
professor, isso não teria ocorrido. O que aconteceu foi que um
grupo se separou do restante do pessoal e pegou uma trilha errada",
relata.
Num memorando encaminhado para a Reitoria da UFRN, em novembro de 2009,
os estudantes afirmam entender "que os professores do Departamento de
Geologia estão numa situação delicada ao
realizarem atividades fora da sala de aula". As turmas de geologia
cobram providências da universidade.
Atraso
Segundo Vinicius Carbone, a suspensão das aulas de campo - que
são requisito para a conclusão do curso - pode atrasar o
ano letivo de estudantes que já se matricularam nas disciplinas
essencialmente práticas. Na avaliação dele, a
suspensão também retardaria a formatura de 25 estudantes
que estão no último ano do curso. que um
tsusami deve atingir o Havaí no fim da tarde.
Fonte: DIARIO DE NATAL
Andrielle Mendes especial para o Diário de Natal
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