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Riquezas naturais darão ao Rio segundo geoparque das Américas
15/07/2011 - 09:20
DRM apresentará à Unesco projeto de criação da unidade, que abrange 15 municípios do litoral.
A geologia complexa do Rio de Janeiro, que tem características
distintas do restante do país, vai conceder mais um
benefício ambiental para o Estado. Em setembro, o Departamento
de Recursos Minerais (DRM) apresentará à
Organização das Nações Unidas para a
Educação, Ciência e Cultura (Unesco) o projeto
Geoparque Costões e Lagunas, que visa a criação do
segundo geoparque das Américas, com abrangência de 15
municípios do litoral fluminense, de Maricá a São
João da Barra.
Segundo a diretora de Mineração e Meio Ambiente do DRM,
Debora Toci, o conceito é novo no Brasil. Para dar a chancela, a
Unesco leva em consideração quesitos como biodiversidade,
clima, importância científica, histórica e
turística e o patrimônio cultural da região.
Atualmente, existem 77 geoparques no mundo e o único
latino-americano, o Araripe, foi criado em 2006 no Ceará. Os
estados de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul já apresentaram
propostas e pleiteiam o selo, que garante reconhecimento mundial,
através de uma rede global, estimulando o turismo
científico e cultural.
– A nossa intenção é levar à
população o conceito de que a geologia, arqueologia e
ação do homem têm papel relevante para a
humanidade. É preciso preservar essa cultura e
melhorá-la, transformando esses locais em pontos
turísticos. O conceito de geoparque vem ao encontro da ideia de
trazer desenvolvimento voltado à vocação da
região, explorando não só o turismo, mas outras
atividades que gerem renda à população e
incentivem a criação de empregos, sem perder o enfoque da
conservação – afirma Débora.
A sede ficará na Fazenda Campos Novos, em Cabo Frio, e
prevê a construção de um museu para reunir objetos
e documentos que contem a história e relevância
científica dos 104 geossítios já mapeados,
unidades de conservação e outros recursos naturais
envolvidos. Estão previstas atividades de educação
ambiental e conscientização da população, a
criação de novas trilhas ecológicas e
atrações turísticas. Débora ressalta que os
representantes das cidades envolvidas têm
participação ativa nas audiências públicas e
palestras promovidas pelo DRM.
– Queremos valorizar a riqueza do território fluminense e
promover uma programação pedagógica
contínua, convocando também a população a
participar. A grande sacada do projeto é mostrar que o
desenvolvimento econômico e sustentável das regiões
do Rio de Janeiro é possível – avalia a diretora.
O projeto, que já envolve mais de 40 instituições
públicas e privadas como as universidades Federal do Rio de
Janeiro (UFRJ) e de Zurique, na Alemanha, teve início a partir
do projeto Caminhos Geológicos, que inclui o trajeto percorrido
pelo naturalista Charles Darwin em 1832. O objetivo é divulgar a
origem dos monumentos geológicos do Estado e garantir sua
preservação, através da
identificação por placas e a realização de
atividades educativas que usam os painéis como material
didático. Desde 2011, 97 pontos já receberam a
intervenção. No circuito, há 40 sítios
sinalizados.|Charline Fonseca/Secom.
Fonte: Portal Fator Brasil
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