VOLTAR PARA A PÁGINA INICIAL
Penas preservadas revelam dinossauros coloridos
20/09/2011
Cerca de 80 milhões de anos atrás, a batida das asas em uma floresta
soltavam penas que flutuavam pelo ar, atravessando as árvores e
encostando em sua seiva.
Pesquisadores descobriram essas manchas de seiva solidificadas,
conhecidas como âmbar, contendo uma grande variedade de penas de
dinossauros e aves do período Cretáceo.
Eles descobriram 11 conjuntos de penas depois de um triagem de mais
de 4 mil depósitos de âmbar em coleções de museus diferentes. As penas
eram tão bem preservadas que os pesquisadores foram capazes de
adivinhar as cores que os animais poderiam ter.
Todas as penas estão preservadas até em escala mícron, mostrando recortes e pigmentação.
Os pesquisadores lixaram e poliram as peças de âmbar, até chegar a
milímetros das penas. Isto permitiu-lhes obter um olhar bem próximo das
estruturas.
Eles podiam ver os pigmentos que uma vez coloriram as penas. Muitas
eram cinza-escuro ou marrom, enquanto outras eram mais claras. As cores
das criaturas podem ter ido de transparente a pintadas e difusas,
semelhantes aos muitos tons de aves modernas.
Há não muito tempo atrás, os dinossauros extintos foram considerados
pela maioria como bichos escamosos. Agora, ao invés dos animais
retratados como criaturas monótonas, temos evidências sólidas de um
passado fofo colorido.
As amostras variaram entre as penas mais simples de dinossauros
primitivos às mais especializadas, projetos de penas modernas. As penas
primitivas devem ter vindo de dinossauros terópodes, grandes e pequenos
carnívoros, parecidos com pássaros, enquanto as penas das aves podem
ter vindo dos hesperornithes, um grupo de aves mergulhadoras.
Alguns deles apresentam características que são vistas em penas de
voo, incluindo adaptações estruturais que os tornam aptos a voar.
Essas estruturas em algumas penas também têm características
associadas com o comportamento de mergulho em aves modernas, como
mergulhões e pinguins. Eles poderiam até ter realizado transporte de
água ao seu ninho.
O registro fóssil da evolução das penas, do simples para o complexo,
é irregular. Pesquisadores têm registros de várias penas que pertencem
aos dinossauros mais simples. Estas novas amostras trazem novidades.
Outros pesquisadores desejam abrir os pedaços de
âmbar, já que podem haver algumas células
produtoras de pigmentos preservadas.
O estudo dá uma visão incrível para a evolução das penas, sua
morfologia e função. Com ressalvas: algumas das penas eram mais
difíceis de classificar com base no tipo, por isso os cientistas não
podem realmente ter certeza se elas são de aves ou de dinossauros, ou
outro animal entre eles.
Pelo menos as novas descobertas já permitem dar novas cores àqueles dinossauros que antes eram sombrios.
Fonte: Hypscience
Indique esta notícia do Portal Geotrack® aos amigos!